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Vacinas
Dependendo de para onde o viajante está se deslocando, é preciso tomar alguns
cuidados sobre os riscos de adoecer. Por isso, as informações e orientações necessárias para os
viajantes devem fazer parte do planejamento de viagem. Algumas medidas devem ser previstas com
antecedência como, por exemplo, a vacina contra febre amarela que é obrigatória para o ingresso
em alguns países e deve ser tomada pelo menos dez dias antes da viagem.
A vacinação deve ser registrada no Certificado Internacional de Vacinação que
é emitido em qualquer um dos postos da Anvisa em Portos, Aeroportos e Fronteiras. Caso tenha algum
problema de saúde que contra indique a vacinação, consulte seu médico e solicite um atestado e
apresente em um dos nossos postos para emissão do Certificado Internacional de Isenção de Vacinação.
Outras vacinas são recomendadas como medida de prevenção do viajante que se
desloca para qualquer país, como a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a dT (difteria
e tétano) e hepatite B, e no deslocamento para áreas endêmicas, a poliomielite, influenza e
meningite meningocócica. A principal orientação da Anvisa é que o viajante esteja em dia com seu
calendário vacinal do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.
Ao viajar as pessoas estão expostas a mudanças climáticas, geográficas e
culturais, que se refletem em mudanças dos padrões sanitários. Exemplo disso, a conhecida
“diarréia do viajante” chega a ser registrada em até 80% dos viajantes em decorrência, principalmente,
da ingestão de alimentos, bebidas e água contaminados. A maioria dessa contaminação, 85%, deve-se à
presença de bactérias, que causam doenças como cólera e febre tifóide, e 5 % por vírus, podendo também
ser provocada por parasitas e fungos em menor intensidade (OMS, 2005).
Os principais cuidados frente a diarréia do viajante são:
- Evite alimentos de procedência duvidosa;
- Prefira água tratada industrialmente, filtrada ou fervida;
- Mantenha-se hidratado bebendo água tratada ou consumindo frutas
- Verifique se o alimento é seguro
Evitando picadas de mosquitos
Quando um indivíduo se desloca para uma área de risco de doenças transmitidas
por mosquito (malária, dengue, febre amarela, febre do Nilo Ocidental) recomenda-se a utilização
de repelentes, mais de uma vez ao dia, nas partes mais expostas do corpo. Além dessa medida,
orienta-se o uso de mosquiteiros e de telas, assim como evitar exposição no horário de maior
atividade dos mosquitos (anoitecer e amanhecer).
Cuidados com doenças respiratórias
As doenças respiratórias também são consideradas de alto risco para os
viajantes. Em julho de 2005, durante vôo de curta duração no Brasil, um viajante contaminado
pelo vírus do sarampo transmitiu a doença para mais cinco pessoas que estiveram na mesma aeronave.
Pensando nesta forma de transmissão, o mesmo raciocínio poderá ser aplicado, por exemplo, para
tuberculose, influenza, varicela e meningite meningocócica.
Atualize seu calendário vacinal;
Evite viajar caso esteja doente ou com suspeita de alguma dessas doenças,
durante o período de transmissão;
Caso apresente algum sinal ou sintoma de algumas dessas doenças a bordo da
aeronave, embarcação ou veículo terrestre em trânsito internacional, reporte-se aos tripulantes
para que eles possam acionar os serviços de apoio e autoridades sanitárias do aeroporto, porto
ou ponto de passagem de fronteira.
No retorno de qualquer viagem, caso venha a apresentar algum sinal ou sintoma
(ex.: febre, dor de cabeça, mal-estar geral ou qualquer outra alteração na saúde), recomenda-se
procurar um médico ou o serviço de saúde, informando os locais por onde viajou, inclusive com as
escalas e conexões. Os profissionais dos serviços de saúde são responsáveis por notificar a
autoridade sanitária competente no caso de doenças e agravos de interesse à saúde pública internacional.
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