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Pará Belem
O Pará é o segundo maior território brasileiro, de exuberante
paisagem vegetal: mangues, planícies alagáveis, Floresta Amazônica e
campos. Outra característica é a de possuir áreas indígenas e
comunidades remanescentes dos quilombos – área de defesa e de
resistência à escravidão.
A culinária local é especial por utilizar frutas e frutos da região,
na qual se destacam: pato ao tucupi, jambú e maniçoba, com partes
selecionadas da mandioca; o açaí e a castanha-do-pará, estes
considerados muito nutritivos e utilizados por esportistas.
O artesanato em cerâmica emprega motivos pré-colombianos,
característico da Ilha de Marajó. Encontram-se, ainda, diversos
modelos em exposição no Mercado Ver-o-Peso e no Museu Emílio Goeldi,
ambos em Belém, capital do Estado. No Ver-o-Peso o turista descortina a
baía do Guajará, uma das maiores do Brasil.
Atrações
Belém é considerada a porta de entrada da Região Norte desde o
Descobrimento do País. Sua “cidade velha” conserva casarões
seculares, preservados num corredor turístico. As praias de rio,
Mosqueiro e Outeiro, competem pelos turistas. As praias de mar, Atalaia,
Algodoal e Ajuruteua, conservam vilas de pescadores.
O Estado é conhecido, ainda, pelas danças folclóricas, a exemplo da
Marujada (origem negra), de Bragança; o Boi Tinga, de São Caetano de
Odivelas e o Carimbó (na cidade de Marapanim); as danças e músicas
típicas da região têm forte influência dos ritmos do Caribe.
A Ilha de Marajó, com 50 mil quilômetros quadrados, é maior que
muitos países europeus, além de ser reserva ecológica e pólo
turístico. O búfalo é criado extensivamente no local que é o maior
arquipélago flúvio-marítimo do mundo. Na cidade de Óbitos, com 301
anos de fundação, o Rio Amazonas apresenta sua menor largura (1,5
quilômetro) e maior profundidade (93 metros).
História
O Pará começou a ser colonizado em 1616, a partir do Forte do
Presépio. Belém, sua capital, abrigou a sede da Capitania do
Grão-Pará e Maranhão a partir de 1751. Após o Tratado de Madri
(1750), quando Portugal teve acesso às áreas ao norte do Brasil, e da
fundação da Cia Geral de Comércio do Grão-Pará e do Maranhão
(1755), o Estado começa a ser colonizado e desenvolvido.
Embora relevante nas lutas pela Independência, somente voltou a ter sua
importância reconhecida após a segunda metade do século XIX, com o
Ciclo da Borracha. Nos anos 50, a rodovia Belém-Brasília promove nova
ocupação da região. Nas décadas de 60 e 70, incentivos fiscais
voltados à agropecuária, mineração e exploração da madeira geraram
novas alternativas. Hoje, o Estado explora alumínio, ferro, manganês e
ouro, além de ser área de desenvolvimento agropecuário; exporta US$
2,3 bilhões e importa US$ 243,9 milhões.
Capital: Belém
Área: 586.528,3 quiômetros quadrados
População: 6,8 milhões de habitantes
PIB per capita: R$ 4.367
Clima: Equatorial, com temperaturas médias de 26 a 30º C
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